segunda-feira, março 14

Paços 2-1 Espinho

Tal como José Mota referiu no final do encontro, este foi provavelmente a pior exibição do Paços em casa esta época. A falta de respeito pelo adversário e entrega ao jogo, quase ditavam uma surpresa em plena Mata Real. Aqueles que se deslocaram ao ninho do castor apenas se podem dar satisfeitos pelo resultado, uma vez que o futebol praticado foi de má qualidade.
O início do jogo foi uma pequena amostra do que se havia de passar durante os noventa minutos. Futebol confuso, falta de fio de jogo, ausência de ataques, etc. Contudo Rincon, que atravessa uma forma fantástica (é um dos melhores marcadores da liga de honra com 14 golos) na primeira vez que rematou fez golo. Estavam decorridos 19 minutos. Enganaram-se aqueles que pensaram que o Paços poderia partir para uma exibição sólida e sem preocupações. Os erros e o desacerto continuaram e o espinho, pondo de parte a timidez inicial, impunha o seu jogo. Até final da primeira parte nota para uma grande penalidade por assinalar a favor do Sporting de espinho. Contudo o árbitro João ferreira assim não entendeu e o jogo foi para intervalo com o 1-0 no marcador.
Das cabines o Paços não trouxe mais do que ainda mais desorganização. Mota mexeu na equipa por lesão de pinheiro, fazendo entrar o número 23 Dário. Não se compreende como é que José Mota precisou da lesão de pinheiro para fazer entrar Dário. Na minha humilde opinião, Dário é simplesmente o melhor jogador do Paços de Ferreira, e ao seu nível no plantel apenas Rincon. Se juntarmos a isto a irritante constante que é a substituição de Gustavo por Rui Dolores, ficamos sem perceber se José Mota vê o mesmo futebol que nós vemos. Opiniões!
Mas voltando ao jogo, o Espinho viu-se reduzido a 10 unidades após a expulsão, correcta, de Júlio César por simular um penalty. E mais uma vez, as facilidades só fizeram mal ao Paços. Mesmo com 10, eram os visitantes quem mais perigo criavam. E chegaram mesmo ao golo, por intermédio de Marco Cláudio na cobrança de uma grande penalidade, que na nossa opinião não existiu. Talvez o árbitro tenha aplicado a lei da compensação. Só assim se explica esta decisão. Os adeptos na Mata Real temiam o pior. José Mota preparava-se para fazer entrar Gustavo (Para substituir Rui Dolores!?) mas recuou na decisão e fez entrar Nuno Sousa. O que é certo é que aos 70 minutos, 5 minutos depois do golo espinhense, Rincon, quem mais havia de ser, respondeu da melhor forma a um cruzamento de Rui Dolores.
Até final o Sp. Espinho ainda tentou empatar o jogo, mas os três pontos acabaram por ficar na Mata Real, que continua sem ver o paços perder mas que também ainda não viu o Paços vencer um adversário folgadamente.
No próximo fim-de-semana os castores deslocam-se a Alverca para defrontar o último classificado da primeira liga.

Sem comentários: