Hernâni Silva vai deixar o Paços de Ferreira. É ponto assente. Ao cabo de seis épocas à frente dos destinos do clube da capital da móvel - serviu-o durante 16 anos, se à presidência juntarmos outros cargos -, o ainda presidente crê que se fechou um ciclo. "Chega, estou cansado", afirmou Hernâni Silva.Em entrevista ao Rádio Clube Paços de Ferreira, Hernâni Silva referiu que sai "pela porta grande", reconhecendo, todavia, alguma felicidade no regresso imediato à Liga maior, após descida ao "inferno" da Liga de Honra.
"Descemos, é verdade, mas subimos logo na época seguinte. Arrisquei, mas tudo correu bem", acrescentou, deixando no ar a hipótese de regressar um dia.
O importante agora, na perspectiva de Hernâni Silva, é que o caminho está livre e os potenciais candidatos não se podem queixar da herança.
"Deixo o clube na Liga maior, sem dívidas e com boas relações com todos os clubes e instituições do futebol.
O Paços de Ferreira é, tenho a certeza, um clube apetecível".
Hernâni Silva reconheceu que a (boa) campanha finda terminou com um défice de 100 mil euros, números que podem descer se o jantar de aniversário do clube, agendado para sexta-feira na sede da associação empresarial, for concorrido, como se espera, e se os indefectíveis pacenses resolverem abrir os cordões à bolsa.
No tocante a jogadores e técnicos, Hernâni Silva pretende que esses dossiês sejam já tratados pela vindoura direcção, mas admite poder selar o negócio Júnior, médio brasileiro contratualmente preso ao Paços mas com mercado.
"O Júnior é um bom jogador e merece um clube maior do que o Paços de Ferreira. Mas, atenção, não sai de borla. Se chegar uma proposta aceitável, poderemos discuti-la", concluiu.
in "O Jogo"
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