sexta-feira, novembro 7

Sequeira pondera recurso para o CJ

O silêncio como castigo para dirigentes, treinadores e jogadores é uma medida controversa, cada vez mais contestada por aqueles que se vêem silenciados e novamente castigados quando infringem as regras da Comissão Disciplinar (CD) da Liga. Foi o que sucedeu com o presidente do Paços de Ferreira, que pondera recorrer, para o recém-eleito Conselho de Justiça da FPF, dos 50 dias de suspensão e multa de €750 que lhe foram aplicados por ter feito declarações à comunicação social enquanto se encontrava suspenso. O assunto está entregue ao advogado do clube, e o prazo para recorrer da pena, que beneficiou de atenuação, termina esta semana.

Fernando Sequeira foi surpreendido por este processo da CD, uma vez que as declarações em causa, proferidas em plena disputa administrativa da permanência do Paços de Ferreira, na pré-temporada, foram feitas sem que tivesse conhecido do castigo e, como tal, da infracção em que incorria.
O dirigente acompanhava a equipa numa digressão a Marrocos, quando o clube foi notificado de uma suspensão do presidente por declarações a propósito da substituição do árbitro do jogo com a Naval - Olegário Benquerença havia sido inicialmente designado, e a alteração evitou o reencontro com Aprígio Santos, presidente da Naval, com quem se incompatibilizara.

Quando a decisão foi tomada, a prioridade do Paços de Ferreira era garantir a permanência pela via administrativa ocupando a vaga criada pela despromoção do Boavista, e essa disputa na secretaria inspirou várias declarações públicas de Sequeira, que, por coincidirem com o castigo, lhe valeram nova imposição de silêncio, atenuada, mas com direito a recurso no CJ.



in Ojogo

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