Ainda não foi desta que o Paços de Ferreira perdeu em Guimarães e também ainda não foi desta que os vimaranenses venceram em casa nesta edição da Liga Sagres. Desde 1993/94, quando, curiosamente, Paulo Sérgio, agora treinador, era jogador do Paços, que os pacenses não perdem no D. Afonso Henriques. O autor do único golo da partida foi, curiosamente, outro actual treinador: Paulo Bento. E desde que começou o campeonato, o Guimarães fez o quinto jogo em casa e continua sem cantar vitória.O jogo terminou sem golos e, verdade seja dita, as duas equipas pouco fizeram para marcar. Apenas nos últimos 20 minutos é que houve alguma emoção e um futebol minimamente atractivo. De resto, houve mais picardias do que propriamente vontade em jogar com a qualidade que quase 15 mil espectadores mereciam ver.
A primeira parte foi muito pobre. Futebol aos repelões, bola demasiadas vezes pelo ar, passes mal feitos, recepções defeituosas, enfim, tudo menos um espectáculo digno de uma Liga principal.
Apostando no esquema dos últimos tempos - 4x3x3, com Paulo Sousa no vértice inferior do triângulo do meio-campo completado por Dedé e Pedrinha -, o Paços de Ferreira entrou com calculismo, a jogar na expectativa, procurando enervar um adversário que jogava sob a pressão de ainda não ter ganho em casa. Desenhado no rotinado 4x2x3x1, o Guimarães não foi capaz de se soltar das amarras. Até ao intervalo, praticamente não criou lances perigo e, apesar das tentativas de Nuno Assis para desequilibrar, os extremos estiveram adormecidos e ineficazes.
Manuel Cajuda deixou, ao intervalo, Fajardo no balneário e fez entrar Marquinho. A ideia era dar a dinâmica que tinha faltado. Só que o Paços continuou fechado, organizado e raramente deu espaços para o Guimarães protagonizar situações de perigo. Com Marquinho e também com Carlitos (lançado à entrada da última meia-hora), o Guimarães melhorou, mas continuava a faltar quem finalizasse, notando-se a ausência de Douglas). O Paços respondeu no período final, sobretudo depois da expulsão de Moreno. E por pouco que não chegou à vitória, pois Ferreira, nos últimos momentos, teve tudo para marcar, seguindo o exemplo de William, anormalmente perdulário. Para a história, fica mais um jogo em que o Guimarães não triunfa perante os seus adeptos e 15 anos que o Paços de Ferreira não perde em casa dos vitorianos.
A Estrela
Pedrinha 6
O bom hábito de justificar o preço do bilhete
Quando, num campeonato em crise, espelho de um país em igual condição, um estádio recebe mais de 14 mil adeptos, não merece equipas que se demitem do jogo. Pedrinha, médio operário e criativo do Paços de Ferreira, deu uma dimensão sensata ao futebol que criou: durante demasiado tempo, foi o único a dar beleza e eficácia ao desafio, a aproximá-lo da baliza com aberturas bem desenhadas, mas que William desperdiçou, contrariando a tendência que lhe tem dado protagonismo na competição.
Arbitragem
Muitos erros
Cosme Machado fartou-se de errar. Aos 37', o mais grave: não assinalou grande penalidade num empurrão de Flávio Meireles sobre William. Depois, não sancionou disciplinarmente Flávio Meireles e Paulo Sousa, mostrou, mal, o segundo amarelo a Moreno e foi muito mal assistido.
por Melo Rosa e Mónica Santos - Ojogo
6 comentários:
Vitória de Guimarães, 0 - Paços, 0 assim é q ta bem! :P e até a mim se surpreendeu a exibiçao e resultado do FCPF. Se for assim no futuro tamos no bom caminho!
O Paços pdoa ter ganho o jogo! Mais uma vez... Mas parabéns não deixa de ser um bom resultado! Força!
Uma foto do Furtado para anunciar o próximo jogo? Será um presságio de que não vai haver jogo por greve?
Parece que temos gente para garantir a manutenção. Paços, olé.
muito boa a prestação dos yellow!
parabens!
o k k aconteceu a bandeira grande com o simbolo dos yb?
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