terça-feira, novembro 18

Paulo Sousa vota golo da semana

Já o viu e reviu na televisão e não tem dúvidas que a primeira impressão estava correcta. Paulo Sousa marcou um grande golo à Naval. Grande no efeito, maior na importância. "Foi especial porque sentíamos que precisávamos de um ponto de viragem. Acredito que foi o pontapé da reviravolta . Acho mesmo que vamos fazer um campeonato bom", comenta o médio pacense.

Sem falsas modéstias, Paulo Sousa assume que "votava" no seu remate para golo da jornada e dos melhores do campeonato." Quando a bola lhe saiu do pé esquerdo, pensou que ia bater na trave. "Foi um clique. Não costumo chutar muito, mas deu-me um clique. Tentei colocar o mais longe possível do guarda-redes, mas quando vi a trajectória da bola pensei que ia acertar na trave", recorda. Mas não acertou e comemorou o empate como se a vitória (que William daria logo a seguir) estivesse já assegurada.



"Já tinha saudades, confesso.Marquei um no Chipre, mas pelo Paços já nem me lembrava", sorriu. "Lembrava, porque das coisas boas lembramo-nos sempre. Mas o último já foi mesmo há muito tempo", corrigiu.

E a memória do ex-capitão não falha. Paulo Sousa somava até ontem dois golos apenas em oito épocas de clube, embora pelo meio tenha jogado seis meses em Chipre. O último foi em Maio de 2003, há cinco anos e meio atrás. Passaram entretanto 130 jogos e mais de 10 mil minutos. "Não posso prometer que voltarei a marcar brevemente, nem que vou demorar menos do que da última vez. Mas mais também não demoro, porque a idade não perdoa", ri, novamente, certo de que os 33 anos que tem fazem aproximar o fim da carreira. "Jogarei enquanto me sentir bem. Saio no dia em que me arrastar. Tenho outros atributos que não a finalização, mas como toda a gente, gosto de marcar", completou.

Em Paços de Ferreira, Paulo Sousa será sempre "o capitão." A braçadeira é Pedrinha quem a usa, mas os motivos prendem-se com os seis meses que Paulo Sousa passou em Chipre. Curiosamente, no período em que o Paços disputou pela primeira vez a Taça UEFA. "Só perdi a hipótese de colocar o meu nome na competição. Porque vivi o dia mais histórico do clube, que foi o jogo em que nos garantiu a qualificação", desvaloriza, esperançado em poder ainda viver uma época semelhante. Para já, importa dar seguimento à recuperação que começou domingo.


por André Morais - Ojogo

2 comentários:

Anónimo disse...

é um senhor!

Anónimo disse...

mas que senhor